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Sidnei Miranda , Quanto medo podemos sentir?
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Quanto medo podemos sentir?

As respostas que tenho ouvido ao longo dos anos são essas:

Medo, frio na barriga, frio na espinha, eu fico tenso, eu fico nervoso. Essas são para quando a pessoa ainda está sentada, antes de ir lá na frente para falar.

Agora, os relatos para o que se sente quando estão diante do público são:

Medo, frio na barriga, frio na espinha, alta tensão, muito nervosismo, gagueira, esquecimentos, tremores, a voz não sai direito, tenho vontade de acabar logo, não quero olhar pra ninguém enquanto falo, falo rápido demais, tenho branco, parece que meu coração vai explodir em meu peito, ou , parece que meu coração vai sair pela boca, extremidades frias, suor frio, taquicardia, confusão, tontura.

Apesar de os relatos serem todos relacionados a falar em público, não temos como saber, exatamente, a causa deles, só de conhecer o relato. Porém, o que sabemos é que todos esses efeitos causados pela atividade de falar em público são reações fisiológicas, ou seja, são as maneiras como nosso corpo nos mostra que algo não está bem.

Podemos separar em 3 tipos, o que sentimos:

  • emoção

  • sensação

  • sentimento

 

A emoção é algo que não podemos mudar, apenas controlar. E isso precisa ser aprendido ou é feito ao longo de nosso crescimento natural. O medo de altura por exemplo, é um aliado e muito importante para a prevenção de um possível acidente, assim como o medo de água. Quando esse medo causa uma reação muito grande, chamamos isso de fobia. É o caso do medo de insetos, como baratas, lagartixas, etc. Normalmente a reação de quem sofre de fobia de inseto é desmedida quando comparada a reação de quem não tem. As fobias podem ser curadas e o medo cai a um nível tão pequeno que quase não conseguimos mais senti-lo. No caso do medo de altura, é bom que ele continue como fator de segurança e preservação da vida. Esse tipo de medo é inerente à preservação da vida que carregamos como um código de sobrevivência arquetípica desde nosso nascimento.

A sensação é diferente da emoção porque está ligada as nossos sentidos físicos; às percepções que temos a partir de nosso corpo em contato com o meio em que vivemos, pessoas, objetos, ambientes, pensamentos e lembranças. Frio, calor, trepidação, som alto, vibração, choque, etc. O gosto que temos dos alimentos e bebidas também podem ser resgatados pela memória e o lugar do cérebro que é ativado nesse momento é o mesmo, seja para quando você mastiga algo, seja para quando você se lembra de algo que já mastigou. A sensação de um inseto sobre a nossa pele, pode causar uma reação de defesa que pode desencadear um comportamento fóbico, o que se assemelha ao medo de algo que nos ameaça a vida.

O sentimento é descrito pela saudade, pela inveja, pela piedade, pelo amor, pela raiva, etc, são o conjunto das nossas percepções vindas da alma, são as “emoções do ser profundo”. O que uma pessoa sente em função do caráter que tem, da personalidade que tem e em relação ao que uma situação representa para ela especificamente. Sentimentos de leveza, de culpa, de arrependimento, de remorso, de dever cumprido, de bondade, fazem parte dessa classificação. Alguns podem ser alterados ou até eliminados na medida em que mudamos aquilo o que somos ao longo de nossas vidas.

Na oratória, é possível sentir tudo isso, porém, quando nos referimos à dificuldade que temos com o ato de falar em público e em relação às reações fisiológicas que temos, então estamos nos referindo a sensação. Está ligada a uma lembrança de algo que nos causa uma reação fisiológica intensa ou não. É relativa a uma memória de algo que já nos aconteceu antes. Não é um medo natural, do tipo que existe para a preservação da vida, como o medo do escuro, mas é semelhante a tudo isso. É semelhante ao medo de um inseto que nos ameaça de morte, por exemplo, mas não é como o medo natural que temos da morte. O medo da morte é nato, o da oratória é inato, nós adquirimos ao longo da vida. Está ligado a alguma experiência pré existente em nosso inconsciente ou mesmo no consciente. Medo e sensação podem desenvolver fobias e a maioria das fobias são desencadeadas por uma imagem, ou pela lembrança da mesma. Observe que uma pessoa que tem fobia de inseto precisa apenas se lembrar do mesmo para começar a sentir-se mal. Com a oratória se dá o mesmo.

Chama-se a isso de fobia de palco, ou fobia de cena e, como todas as outras formas de fobia, pode ser resolvida, curada, eliminada. E o método não precisa ser doloroso. É possível resolver essa questão em um ambiente confortável, seguro e agradável, tomando os cuidados necessários para que o controle dessa situação seja realizado em poucas práticas.

Conheço duas boas formas de resolver os graves problemas relacionados a Oratória. Um deles é um terapeuta que não precisa ser de longo prazo, os terapeutas breves resolvem isso bem rápido, mas não ensinam a falar em público.

A outra forma é fazer um curso de oratória com um bom professor, um que também entenda um pouco de terapia breve para a resolução de fobias. Aqui, você aprende como escolher um bom professor de oratória.

No mais, é importante saber também que os “medos” também podem significar causas diferentes em outro sentido.

Por exemplo, existem os interessados no curso de oratória que dizem ser muito tímidos e por isso tem dificuldades de encarar o público para falar. E ainda existem aqueles que não são tímidos e tem dificuldade para falar em público. Qual dos dois estão certos?

A resposta é que ambos estão certos. Ser tímido ou extrovertido não impede uma pessoa de sentir medo de falar em público. Porém, o que exatamente está por trás disso tudo na maioria dos casos é o fato de a pessoa não saber o que fazer diante do público. Ou seja, as pessoas não tem o aprendizado em muito menos a prática para a oratória. Isso é o que mostra que essa arte demanda treinamento e conhecimento de técnicas para o desenvolvimento. Falar todos nós sabemos, mas falar em público é bem diferente. E por isso é que existem os cursos de oratória.

É uma habilidade que pode ser aprendida por todos, sejam tímidos ou não. A timidez em nada impede a oratória. Temos várias histórias de tímidos que foram grandes oradores, um deles foi Demóstenes que é considerado um dos maiores da Grécia antiga. E pior do que ser tímido, Demóstenes também era gago e com seu próprio esforço venceu todas as suas barreiras.

Não saber o que fazer diante do público gera o medo e reforça a timidez. O conhecimento das técnicas e o treinamento das mesmas para a conscientização de nossa performance transforma-nos em excelentes oradores. Aí está a saída para o medo e as reações fisiológicas desconfortáveis.

Dedique-se com firmeza e tenho certeza que você também vai colher os melhores frutos que um bom treinamento pode lhe oferecer.

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