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Sidnei Miranda , Como pedir desculpas em público.
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Como pedir desculpas em público.

 

Me desculpem, por favor.

 

Como pedir desculpas em público.

 

 

 

Imaginemos um cadeirante pedindo desculpas no início de sua apresentação por ser cadeirante. Ou um portador de muletas desculpando-se por usá-la.

 

Para estes casos, como regra, não devemos pedir desculpas por aquilo o que não podemos mudar, ou ao que não se refere à apresentação, pelo menos não durante a palestra.

Existem outros casos e um deles é quando um orador inicia sua apresentação desculpando-se por alguma falha prévia, como se isso fosse consertar um erro imperdoável. Eles dizem algo como: “Vocês me desculpem, mas eu não me preparei direito para essa apresentação...então eu prometo que vou me esforçar para que saia algo bom” ou, “Eu sou muito ruim pra falar em público e geralmente fico muito nervoso, então me desculpem se eu não falar direito...” Para esses casos, que antecipam um problema antes desconhecido, a solução é, simplesmente, não falar nada a respeito, afinal se nada for dito, ainda há uma chance de que outra avaliação seja feita até o final da apresentação por parte do público. Afinal, nem mesmo você sabe como será o resultado final.

Outro caso é o do orador que se coloca abaixo de seu público, inferiorizando-se: “Me desculpem se os meus conhecimentos não atenderem às suas expectativas...” ou “Vocês me desculpem, mas eu nem sou tão importante assim para falar a pessoas tão distintas....” O uso dessas afirmações demonstra preconceito e baixa auto estima e não são indicadas em qualquer contexto.

Por outro lado devemos pedir desculpas quando cometemos um erro. E neste caso, o erro deverá ser corrigido imediatamente. Isso serve para quando falamos, escrevemos ou mostramos algo errado, no slide do power point.

Outro tipo comum de desculpas é da pessoa que diz: “Vocês me desculpem porque a minha voz hoje não está boa. É que eu peguei uma gripe forte, mas vou fazer o possível...” Ora, se o orador não pudesse falar, teria desmarcado ou recusado ao convite.

Para falar em público não é necessário ter voz de locutor de rádio FM, e caso o orador realmente tenha problemas para falar, nem deve tentar, afinal, as desculpas não vão fazer sua voz voltar ao normal. Eventualmente podemos acordar em um dia que não estamos de muito bom humor ou em pleno bem estar, mas o compromisso deverá ser cumprido e as desculpas são dispensáveis para esses casos. Devemos concentrar forças e nos dedicar a fim de realizar o melhor trabalho que pudermos, a não ser que a situação nos impossibilite.

Certa vez, o Presidente dos estados Unidos da América em exercício, Barack Obama, durante um pronunciado público na Casa Branca, sentiu a necessidade de se desculpar por um equipamento que quebrou durante sua apresentação. Foi um vidro de “teleprompter” que caiu e espatifou-se no chão, ao lado da tribuna onde ele discursava. Após o susto e a pausa ele afirmou: “Sorry about that guys” veja o vídeo que foi transmitido pelo Jornal da Globo clicandoaqui. Este é um caso onde o pedido de desculpas tenta amenizar um ocorrido inesperado, como foi o caso dele e está correto pedir desculpas, pois demonstra educação assumir erros ocorridos durante sua apresentação, mesmo que não tenham sido causados diretamente por você. Fazer isso não se configura em ato de fraqueza, pelo contrário, é necessário muita coragem para assumir os próprios erros diante das pessoas, o que demonstra força e nobreza.

Muitos conflitos são evitados por um simples pedido de desculpas. É o caso de um esbarrão que levamos de alguém que não estava nos vendo e mesmo assim nos desculpamos; se a pessoa que provocou o encontrão reconhecer que teve a culpa poderá pedir desculpas de volta, caso contrário poderá dizer: “não foi nada” e o conflito terá sido eliminado.

Um pedido de desculpas formal ainda pode vir algum tempo depois que uma afirmação inadequada tenha causado um resultado difamatório, calunioso ou ainda, preconceituoso. Um dos casos foi o da atriz “Maitê Proença”, quando se escusa pelas afirmações feitas a respeito do povo Português. Veja o vídeoaqui.

De acordo com as regras da boa “Etiqueta”, engasgar, tossir, espirrar ou soltar os gazes do último refrigerante que tomou indesejavelmente são coisas que acontecem a seres humanos e também são situações desculpáveis. Nestes casos, coloque a mão sobre a boca, vire de lado e tente fazer com o máximo de discrição possível. Peça desculpas em tom quase inaldivel apenas uma vez e continue de onde parou como se nada tivesse acontecido.

Pronto, a vida continua...

Existem casos onde não lembramos o nome de alguém. Se acontecer de estarmos falando com alguém que acabamos de pedir o nome em público e já esquecemos, uma boa dica é anotar em sua folha na primeira vez e caso você não o faça, não tem problema desculpar-se e solicitar uma vez mais o nome da pessoa dizendo algo assim: “Desculpe, qual é mesmo o seu nome?” Mas, não caia no mesmo erro novamente, anote dessa vez. Quando não tiver como anotar a dica é repetir o nome da pessoa algumas vezes quando se dirigir a ela, isso vai forçar sua memória a se lembrar.

Ah, e lembre-se, você tem a prerrogativa da palavra e o poder de passar a mesma para quem quiser, portanto, faça com respeito e educação, demonstrando que está no controle da situação e que sabe como conduzir situações onde o debate se estabelece. Só pode dar poder, quem o tem, assim como a educação e o respeito. Nunca confronte ideias contraditórias às suas e não se desculpe por defender princípios e valores que são um direito intrínseco do indivíduo que somos.

Enfim, o bom e velho bom senso continua fazendo parte dessa lista também. além disso, para finalizar deixo aqui o meu velho amigo de todas as horas para o sucesso duradouro:

“Seja você mesmo”.

 

Sidnei Miranda.

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